NBA x NV: moda, esporte e cultura na expansão de novos territórios
Por Nati Vozza
Nati Vozza fala sobre a collab inédita da NBA com a NV e o que a parceria representa para o futuro da marca.
24 de abr. de 2026
Em uma colaboração inédita, a NBA se une à NV em uma coleção que conecta moda, esporte e cultura pop a partir de códigos já presentes no universo da marca. Procurada pela própria liga, Nati Vozza vê a parceria como um movimento de construção de marca e ampliação de território, e não apenas como uma ação comercial pontual.
Em entrevista, a influenciadora e fundadora da NV fala sobre internacionalização, construção cultural, desejo de consumo e os próximos territórios improváveis que pretende explorar.

A NV escolheu a NBA, ou foi escolhida por ela? O que pesou nessa decisão? E por que agora?
A NBA que nos procurou, e isso, por si só, já diz muito e me deixou muito honrada.
A decisão veio muito natural porque, apesar de não ser um universo óbvio pra NV, muitos códigos da NBA já fazem parte do nosso repertório há anos. A gente já trabalha com referências de hip hop, anos 90, 00’s, bandana, oversized… então não foi uma adaptação, foi quase uma continuidade.
O “agora” faz sentido porque estamos em um momento de expansão criativa, onde conseguimos olhar para fora do óbvio sem perder a nossa identidade.
Existe um plano de internacionalização por trás dessa parceria?
Existe um pensamento de marca mais amplo, sim. Mas eu não vejo essa collab como um movimento isolado de internacionalização. Vejo mais como um passo consistente de construção de marca e ampliação de repertório e lifestyle.
Quando você se conecta com uma instituição como a NBA, naturalmente você amplia o território da marca. Isso abre portas, mas principalmente posiciona a NV em outro tipo de conversa.
O que essa collab diz sobre onde a NV quer estar culturalmente nos próximos anos? Você acredita que a NV hoje já opera como marca cultural, e não apenas de moda?
A NV nunca foi só produto. Desde o começo, sempre foi muito mais sobre estilo de vida, comportamento e leitura de momento.
Essa collab reforça exatamente isso. Mostra que a gente quer estar inserido em cultura, não só em tendência. E sim, eu acredito que hoje a NV já opera como marca cultural. Não no sentido pretensioso, mas no sentido de influenciar e traduzir movimentos, não só seguir.
Qual peça da coleção melhor traduz o encontro entre NV e NBA, e por quê?
As peças que misturam alfaiataria com elementos esportivos, porque esse contraste é muito NV, sempre brincamos muito com contrapontos e hi&lo. As jerseys, código clássico do universo das quadras, foram repaginadas para algo mais pop e que conversasse bastante com nossa cliente. Quisemos trazer elementos e pontos de contato entre os dois universos e criar a nossa interpretação dele.
A cliente NV já consumia NBA, ou você está criando esse desejo agora? Essa coleção fala mais com a cliente atual ou com uma nova cliente?
A cliente NV talvez não consumisse NBA diretamente, mas ela já consumia estética, comportamento e referências que vêm desse universo. Então não é uma ruptura, é uma ampliação. A coleção fala com a cliente atual, mas também abre espaço para uma nova cliente que talvez não olhasse para NV antes, e essa é a magia de uma colaboração.
Collabs passam a ser um pilar recorrente ou seguem como exceção?
Collab, pra mim, precisa fazer sentido. Se vira fórmula, perde força. Então eu prefiro tratar como exceção estratégica, mesmo que seja recorrente. Quando acontece, tem que ser relevante de verdade.
O que mudou no comportamento da consumidora para tornar essa collab relevante hoje? É sobre produto ou sobre reposicionamento?
Hoje a consumidora não quer só roupa. Ela quer significado. Ela quer entender a história, o contexto, o porquê daquela peça existir. Então essa collab fala muito mais sobre construção de narrativa do que só produto. Claro que o produto precisa ser bom, senão nada se sustenta. Mas o que gera desejo hoje é a conexão.
O que mais te surpreendeu ao trabalhar com uma liga como a NBA?
O nível de construção de marca. A NBA não é só esporte. É entretenimento, cultura, lifestyle, influência global. E ver o quanto eles são consistentes nisso foi o que mais me chamou atenção.
O que essa parceria abre que antes não era possível para a NV?
Amplia o território da marca de uma forma muito rápida. A gente passa a dialogar com novos universos, novas referências e novos públicos, sem precisar abandonar quem já está com a gente. Acredito que também mostre a nossa capacidade de conexão e criação de novos pontos de contato com o cliente.
Qual seria o próximo território “improvável” que faria sentido explorar?
Eu gosto de territórios onde existe contraste, porém sentido. Sempre uso o mesmo critério: tem que ter verdade e tem que conseguir ser traduzido dentro do universo da NV.