Os 10 melhores restaurantes japoneses de São Paulo
Entre balcões dedicados ao sushi, casas de inspiração tradicional e restaurantes de perfil mais contemporâneo, dez endereços para conhecer diferentes propostas da gastronomia japonesa em São Paulo.
7 de set. de 2026
A gastronomia japonesa ocupa um espaço importante na cena de São Paulo, com endereços que seguem diferentes caminhos dentro da mesma cozinha. Há restaurantes concentrados no sushi e na seleção de pescados, casas que preservam receitas e métodos tradicionais e outras que incorporam ingredientes e referências contemporâneas ao cardápio.
Ohka
No Itaim Bibi, o Ohka é daqueles restaurantes que unem boa comida e uma atmosfera mais movimentada, fazendo dele uma escolha especialmente boa para o jantar. A casa abriu em 2011 e construiu sua reputação principalmente em torno do balcão e dos sushis.
A seleção de pescados muda conforme a disponibilidade, passando por opções como olho-de-boi, buri, robalo e diferentes cortes de atum. Quando disponível, o bluefin também aparece entre as sugestões. Para quem prefere deixar a escolha nas mãos do balcão, vale perguntar pelos peixes do dia e montar a sequência a partir deles.
Huto
Mais intimista, o Huto é uma das escolhas da lista para quem procura uma experiência centrada no balcão. A unidade de Moema tem salão de iluminação baixa e coloca os sushimans no centro da experiência, com opções à la carte e sequências de omakase.
O menu combina sushi com preparos contemporâneos e ingredientes que fogem do repertório mais convencional. Entre as criações já apresentadas pela casa estão brioche com tartare de wagyu e macadâmia, ostras com ponzu e sashimi de atum levemente selado acompanhado de molho de gergelim. O restaurante também integra a seleção do Guia Michelin.
Maza
No Itaim, o Maza equilibra fundamentos da cozinha japonesa com uma abordagem mais contemporânea. O chef Willian Seiji Enokizono está à frente do menu, que pode ser explorado tanto à la carte quanto por duas experiências diferentes: o Shinrai, servido à mesa, e o omakase, preparado para poucos clientes no balcão.
É justamente nos pratos que combinam ingredientes japoneses e interferências mais autorais que a personalidade da casa aparece. Entre as sugestões estão vieira trufada com limão e ovas, atum com lichia e foie gras e sushi de salmão com gema de codorna maçaricada. Para uma primeira visita, o balcão é a melhor maneira de entender a proposta do restaurante.
Hon Maguro
O nome já antecipa o protagonista. Hon maguro é a denominação japonesa associada ao atum bluefin, ingrediente que ocupa posição central no restaurante do Itaim.
A casa permite provar o peixe em diferentes cortes e preparos. No menu aparecem tartare de bluefin, gunkan de neguitoro e temaki, além de peças que exploram as diferentes proporções de carne e gordura do atum. Para além do bluefin, o cardápio se estende a outros pescados, vieiras, uni, centolla, tempurás e pratos quentes.
Makoto
Direto de Miami para São Paulo, o Makoto leva a assinatura do chef japonês Makoto Okuwa. A primeira casa ficou conhecida no Bal Harbour Shops, em Miami, antes de o conceito chegar à capital paulista, combinando fundamentos da cozinha japonesa com uma abordagem mais contemporânea.
O sushi é uma parte importante do cardápio, mas não resume a experiência. Entre os clássicos da casa estão a tuna pizza, preparada com atum cru, azeitonas, cebola-roxa e aioli; o crispy rice, com arroz crocante e cobertura de atum ou salmão; além das robatas. Atualmente, o menu também traz opções como o dynamite handroll, e uma seleção de sushis, sashimis e niguiris.
Naga
Vizinho ao tradicional Nagayama no Itaim, o Naga pertence ao mesmo grupo, mas segue uma proposta própria, mais contemporânea. A casa combina sushi e sashimi com pratos quentes, robatas e receitas que incorporam ingredientes e finalizações menos tradicionais.
Entre as sugestões recentes estão tataki de hamachi japonês finalizado com jalapeño, shogayaki de filé-mignon ao molho de gengibre e black cod. Para quem prefere uma sequência completa, a casa também trabalha com menu degustação, reunindo entradas, sashimis, uma seleção de sushis e pratos quentes.
By Koji
Koji Yokomizo construiu sua trajetória em torno de um dos elementos mais importantes da cozinha japonesa: a escolha do peixe. O chef passou uma temporada no Japão na década de 1990, onde trabalhou no restaurante Katsuragawa, na província de Mie, e hoje está à frente do By Koji.
A primeira casa ficou conhecida por sua localização pouco convencional, dentro do Estádio do Morumbi, mas o grupo cresceu e hoje possui outros endereços em São Paulo. Para esta seleção, a unidade da Vila Nova Conceição é uma das mais convenientes para conhecer o trabalho do chef.
O cardápio combina preparos tradicionais e contemporâneos, mas são os peixes que justificam a visita. Sushis de atum, olho-de-boi, robalo, pargo, xaréu, lula e polvo podem aparecer na seleção, além de ingredientes como uni.
Kosho
Em uma rua tranquila da Vila Nova Conceição, o Kosho funciona desde 2015 com uma proposta que parte da gastronomia japonesa tradicional, mas abre espaço para criações e apresentações contemporâneas.
É uma casa para pedir à la carte, mas o pequeno balcão merece atenção. Quando possível, vale escolher o omakase e deixar a sequência ser definida de acordo com os ingredientes disponíveis naquele dia. O chef-proprietário William Ymamura está à frente da operação.
O resultado é um japonês menos formal do que alguns dos omakases da cidade, mas ainda bastante focado na qualidade do pescado e no trabalho do sushiman.
Standing Sushi Bar
O mais diferente da lista está em Pinheiros. Inspirado nos tachigui sushi de Tóquio, o Standing Sushi Bar transportou para São Paulo o formato dos balcões japoneses em que os clientes comem sushi em pé, próximos ao sushiman.
O balcão principal tem 14 lugares em pé, mas a casa também oferece mesas altas e uma área externa. O menu desenvolvido pelo chef Lucas Regis trabalha com pescados locais e sazonais, incluindo peixes maturados na própria casa, e não utiliza salmão. Nigiris e hand rolls dividem espaço com preparos como tirashi com uni, ikura e vieiras.
A proposta torna a experiência mais rápida, informal e espontânea do que a de um omakase tradicional, sem abrir mão do cuidado com o produto. É uma boa escolha para quem quer sentar — ou, neste caso, ficar em pé — diante do balcão e acompanhar cada peça sendo preparada.
Nakka
Com unidades no Itaim e nos Jardins, o Nakka fecha a seleção com uma proposta que combina referências tradicionais e contemporâneas. O restaurante é comandado pelo sushiman Hermes Takeda e tem seus espaços assinados pelo arquiteto Naoki Otake.
O cardápio é extenso e permite seguir por caminhos bastante diferentes. Há sashimis e sushis tradicionais, mas também ingredientes como bluefin, uni, wagyu e centolla, além de combinações mais características da casa, como atum com foie gras.
É um daqueles japoneses que funcionam tanto para quem quer montar uma sequência clássica de sushi e sashimi quanto para quem prefere explorar pratos mais contemporâneos.