Os 6 restaurantes brasileiros no Latin America’s 50 Best 2025

Seis endereços nacionais figuram no ranking mais influente da gastronomia latino-americana, com São Paulo concentrando a maior parte das indicações e o Rio reforçando sua relevância autoral.

25 de dez. de 2025

A divulgação do Latin America’s 50 Best Restaurants 2025 reafirma a presença brasileira entre os protagonistas da cena gastronômica do continente. Ao todo, seis restaurantes do país integram a lista deste ano, distribuídos entre São Paulo e Rio de Janeiro, duas capitais que hoje concentram o que há de mais sofisticado e autoral na cozinha nacional.

 O melhor posicionado entre os brasileiros é o Tuju, em 8º lugar, consolidando sua proposta no topo do circuito latino-americano. Na sequência, São Paulo marca presença também com o Nelita (12º), um dos nomes mais comentados do último ano pela precisão de sua cozinha italiana contemporânea; o Evvai (20º), que segue firme com sua leitura autoral ítalo-brasileira; e o sempre celebrado A Casa do Porco (25º), reconhecido mundialmente pela abordagem criativa sobre a cozinha brasileira popular elevada à alta gastronomia.

O Rio de Janeiro aparece com dois representantes de forte perfil autoral: o Lasai (13º), conhecido pela valorização radical do ingrediente local e do produto de estação, e o Oteque (38º), casa de cozinha contemporânea e minimalista que mantém o Rio no radar da alta gastronomia global.

A distribuição das casas no ranking reforça um cenário claro: São Paulo segue como principal polo gastronômico do país, tanto em volume quanto em diversidade de conceitos, enquanto o Rio consolida sua identidade com projetos de assinatura forte e propostas mais intimistas.

A presença brasileira na edição de 2025 confirma um movimento iniciado há mais de uma década: a maturidade da gastronomia nacional como linguagem própria dentro da América Latina — menos voltada à reprodução de modelos internacionais e cada vez mais comprometida com território, ingredientes locais e narrativas autorais. O resultado não é apenas reconhecimento, mas a construção contínua de uma cena capaz de dialogar com o mundo sem perder suas raízes.