Os destinos mais desejados pelos paraquedistas
Entre dropzones históricas, cenários marcantes e encontros sazonais que estruturam o calendário do esporte, destinos que se tornaram referência para paraquedistas ao redor do mundo.
11 de mar. de 2026

Boogie dos Lençóis
Um dos encontros mais singulares do calendário brasileiro por unir paraquedismo e imersão nos Lençóis Maranhenses. A edição de 18 a 31 de maio de 2026 terá duas semanas de operação intensa, com destaques como o Salto Lagoa Azul, o pouso na Praia de Atins e, como novidade desta edição, um salto surpresa no meio do parque. A estrutura oferece pacotes para atletas e opção avulsa com até dois saltos por dia, incluindo benefícios como prioridade de manifesto e acesso às confraternizações, além de tandem para não licenciados. A logística envolve chegada por São Luís e deslocamento até Barreirinhas, com festa semanal em Atins, shows musicais e culinária regional, e retorno pelas dunas em caminhões estilo safári noturno, de barco pelo Rio Preguiças ou navegando pelo rio. Em mais de dez edições, o evento reuniu milhares de pessoas do mundo inteiro em 14 dias de operação, consolidando relevância nacional. O cenário de dunas e lagoas também altera a percepção de profundidade e navegação, fugindo à lógica de uma dropzone tradicional.
Above Noronha
Realiza sua sétima edição de 4 a 13 de setembro de 2026, com pouso na Praia da Cacimba do Padre e base montada na faixa de areia. A operação exige deslocamento até o aeroporto a cada decolagem e é restrita a atletas com mínimo de 200 saltos, devido à especificidade do pouso em ambiente de praia e à necessidade de precisão na navegação. Todas as decolagens contam com Load Organizer, organizando formações e saídas. Os pacotes incluem inscrição, vagas de salto, dobragens, seguro vinculado à CBPq, LPU e contribuição para a Aves de Noronha. O evento combina operação aérea temporária, controle ambiental rigoroso típico do arquipélago e uma estrutura desenhada para manter padrão organizacional em um espaço geográfico limitado.
Skydive Dubai
Dubai definitivamente não poderia ficar fora dessa lista. Consolidada como uma das operações mais estruturadas e reconhecidas do mundo, divide-se entre a Palm Dropzone, sobre a Palm Jumeirah, e a Desert Dropzone, no interior. Embora a Palm concentre alto volume de saltos duplos e esteja integrada ao circuito turístico internacional, o visual icônico mantém o destino no topo do ranking global entre atletas. O ritmo é intenso, com múltiplas decolagens diárias na alta temporada e frota de Caravan e Twin Otter, assegurando fluxo contínuo. Atletas estrangeiros devem comprovar experiência e documentação válida, refletindo o rigor regulatório local. O clima desértico, com temperaturas elevadas em boa parte do ano, altera a densidade do ar e exige atenção à performance do velame, sobretudo nos meses mais quentes, adicionando componente técnico a uma das DZs mais emblemáticas do circuito internacional.
Skydive Caribbean (Los Roques)
Não opera como dropzone tradicional. A base regular é o Aeroporto de Higuerote, a duas horas de Caracas, com cursos AFF integrados ao túnel de vento do Caracas Fly. O produto que coloca a operação no radar internacional é o salto sobre o Arquipélago de Los Roques, parque nacional marinho a 166 km da costa venezuelana, com pouso em cayos como Madrisquí. A operação funciona sob reserva, com logística complexa dentro de área protegida, o que limita a frequência e eleva o preço. Um atol coralino caribenho onde você pousa numa ilha sem estradas, sem carros e acessível apenas por barco ou avião pequeno.
Boituva
Apontada como o maior polo de paraquedismo da América do Sul pelo volume operacional e pela concentração incomum de escolas atuando no mesmo centro. Diferente do padrão de uma única DZ dominante, reúne múltiplas escolas independentes compartilhando infraestrutura, aeronaves e espaço aéreo, criando um ecossistema intenso de lançamentos. Em finais de semana de alta temporada, as decolagens são contínuas, operadas por Caravan, Grand Caravan e Kodiak, gerando milhares de saltos mensais e colocando a área entre as de maior volume na América Latina. O clima relativamente estável e o custo por vaga mais competitivo em relação a grandes DZs da América do Norte, Europa e Oriente Médio tornam o destino estratégico. Além de formar grande parte dos atletas nacionais, atrai estrangeiros interessados em treinar com frequência e segue como referência estrutural e histórica do esporte no Brasil, apesar de rumores recorrentes sobre eventual mudança de área.
Skydive Pharaohs (Egito)
É a primeira empresa do Egito com aeronave dedicada ao paraquedismo, afiliada à USPA e com operação permanente em múltiplas localizações: Nova Capital, Pirâmides de Gizé, Alexandria, Sahel e Gouna. O volume regular acontece na Nova Capital, com janelas mensais ao longo do ano. O salto sobre Gizé ocorre nas Pyramids Editions, eventos numerados com vagas limitadas e múltiplas edições por ano, onde as pirâmides aparecem no horizonte durante a queda livre e o pouso é no deserto do planalto, sob coordenação com autoridades aeronáuticas num dos espaços aéreos mais controlados do mundo.
Skydive DeLand
Localizada na Flórida, DeLand é considerada por muitos o berço do paraquedismo nos Estados Unidos. Construiu reputação não apenas pelo volume de saltos, mas pela densidade técnica concentrada em um único endereço. A cidade abriga fabricantes, centros de manutenção e parte relevante da indústria norte-americana do setor, consolidando-se como polo industrial do esporte. A Skydive DeLand tem tradição em formações, especialmente 4-way e 8-way. Ao longo das décadas, sediou campeonatos nacionais e internacionais, foi base de equipes campeãs mundiais e tornou-se ambiente de treino de alto rendimento. Diferente de destinos reconhecidos pelo visual, é associada ao conteúdo técnico: quem vai busca tradição e proximidade com a indústria que moldou o paraquedismo esportivo moderno.
Skydive Hawaii
Historicamente concentrado em Oahu, no North Shore, o paraquedismo no estado esteve atrelado ao Kawaihapai Airfield, aeródromo operado sob lease do Exército americano que enfrentou risco de encerramento entre 2020 e 2023, resolvido com contrato de 50 anos assinado em 2024. Hoje é majoritariamente voltado ao tandem turístico, mas o mesmo aeródromo abriga uma operação que atende fun jumpers licenciados. A altitude padrão é de 14.000 pés e, em operações especiais HALO, chega a 20.000 pés com uso de oxigênio suplementar. O que mantém o destino na wishlist de atletas é o cenário: o North Shore de Oahu do ar, com o Pacífico de um lado e as montanhas Waianae do outro, compõe um dos frames de queda livre mais reconhecíveis do mundo.
SKYONE (Austrália)
Consolidou-se como a maior rede de paraquedismo da Austrália ao operar em 11 localidades distribuídas pelo país, conectando litoral tropical, praias urbanas e regiões costeiras remotas sob uma mesma estrutura nacional. A operação destaca-se pela diversidade geográfica: saltos sobre recifes e ilhas no norte de Queensland, pousos em areia na costa de New South Wales, visual marcante da Great Ocean Road em Victoria e bases na Tasmânia, com operação mais sazonal. Há padronização entre bases: manifesto digital, estrutura organizada para tandem e fun jumpers, cursos AFF distribuídos estrategicamente, mantendo consistência técnica independentemente da cidade. A operação ocorre praticamente o ano todo em várias localidades, favorecida pelo clima australiano. A combinação entre escala nacional, diversidade de cenários e logística integrada posiciona a rede como referência pela amplitude territorial e pelo padrão operacional uniforme em diferentes extremos do país.
Skydive Queenstown (Nova Zelândia)
Operando diretamente do Queenstown Airport, projetou Queenstown como um dos principais destinos internacionais do paraquedismo, com saltos que chegam a 15.000 pés sobre o Lago Wakatipu e as Southern Alps ao fundo. Fundada em 1990, a NZONE foi pioneira no tandem na Nova Zelândia e construiu reputação baseada em alto volume turístico, profissionalismo operacional e integração ao ecossistema de aventura que tornou a cidade referência mundial em esportes radicais. Embora o foco principal seja tandem, há oferta de cursos e formatos específicos para atletas. A geografia impõe navegação técnica sobre lago, relevo acentuado e variações de vento ao longo do dia, combinando impacto visual e exigência operacional.
Skydive Empuriabrava
É a maior dropzone da Europa, operando desde 1985 na Costa Brava. A área já foi palco de recordes mundiais de grandes formações, incluindo o sequencial 106-way realizado em 2013, consolidando-se como referência técnica no continente. O volume operacional é alto, garantindo fluxo constante de lançamentos, especialmente durante o verão europeu. A estrutura recebe atletas do mundo inteiro, criando ambiente internacional com diferentes línguas e bandeiras dividindo o mesmo manifesto. Empuriabrava combina operação esportiva de alto nível com turismo de massa: é simultaneamente polo de tandem e centro de grandes boogu7ies, além de eventos dedicados ao freefly, wingsuit e big ways. A cidade foi moldada em torno da DZ, e a cultura local respira paraquedismo há décadas, tornando o destino passagem quase obrigatória para quem salta na Europa.
Skydive Andes
Operando com a Cordilheira dos Andes como pano de fundo, colocou o Chile no mapa do paraquedismo. A proximidade com Santiago facilita o acesso internacional, mas o que define a área é o contraste visual entre montanhas nevadas e relevo acidentado ao longo de todo o voo. Diferente de DZs planas e previsíveis, o ambiente de montanha exige leitura mais atenta de vento e condições atmosféricas, sobretudo em períodos de variação térmica típica de altitude. A operação promove boogies sazonais que atraem atletas da América Latina e visitantes estrangeiros interessados na experiência de saltar em ambiente de altitude. Já sediou eventos organizados e treinos coletivos, consolidando-se como uma das áreas mais visuais do continente.
Skydive Perris
É considerada uma das mecas do paraquedismo mundial e acumula alguns dos momentos mais emblemáticos do esporte. Sediou o recorde mundial sequencial 202-way em 2015, consolidando-se como referência em big ways. Entre as figuras históricas ligadas à cena de grandes formações está Dan BC, nome respeitado e referência nesse tipo de salto, com presença recorrente em recordes organizados nos Estados Unidos. A área também serviu de base para equipes campeãs mundiais de 4-way e 8-way, mantendo tradição forte na cultura competitiva americana. A estrutura integrada com túnel de vento próprio transforma o local em centro permanente de treinamento técnico.
Skydive Voss
Fundada em 1978, é o maior clube de paraquedismo da Noruega, com mais de 30.000 saltos por ano e operação sazonal do último fim de semana de abril até meados de setembro, a partir de Voss, a uma hora de Bergen. Em Voss, a cultura de esportes extremos é parte da identidade local. A cidade integra o calendário da Ekstremsportveko, um dos maiores festivais de esportes radicais da Europa, no qual o paraquedismo divide espaço com BASE, rafting e highlining. A região consolidou-se como referência mundial em wingsuit em ambiente montanhoso, atraindo atletas experientes.
Skydive Bovec
Opera de forma sazonal entre maio e outubro, a partir do aeroporto de Bovec, localizado na bacia do vale entre a cidade e o Rio Soča, rodeado pelos Alpes Julianos. É a maior dropzone da Eslovênia, com mais de 15.000 saltos por ano, frota de dois Pilatus PC-6. Atletas costumam descrever a subida no avião sobre o vale como parte integrante da experiência, e o lugar figura entre os destinos favoritos de operadoras europeias de treinamento pelo visual sem paralelo.