Salu: da falta de opções no almoço à venda de 15 mil saladas por mês
Com duas unidades em São Paulo e mais de 15 mil saladas vendidas por mês, o Salu planeja ampliar sua presença em outras refeições do dia.
3 de nov. de 2026
Comer melhor não deveria significar comer menos, nem abrir mão do que dá vontade de comer. Essa é a ideia por trás do Salu, que combina ingredientes frescos, molhos autorais e preparos crocantes em refeições feitas para a rotina de quem precisa de praticidade, mas também escolhe pelo sabor.
Criado em 2020, o Salu conta hoje com duas unidades em São Paulo e vende mais de 15 mil saladas por mês. Para os próximos anos, o plano é ampliar tanto o número de endereços quanto as ocasiões de consumo: do café da manhã ao lanche da tarde, passando pelo início do jantar e pelas refeições em casa ou no trabalho. Reuniões e encontros também estão entre os momentos em que a marca pretende estar mais presente.
O que vai para o prato
A cozinha segue critérios que ajudam a entender o que o Salu chama de “saudável por natureza”. Os ingredientes chegam diariamente dos fornecedores, e os preparos são feitos no dia do consumo. As receitas levam azeite de oliva e temperos naturais, sem frituras ou aditivos artificiais.
Essas escolhas também orientam o desenvolvimento das combinações. Os molhos autorais acrescentam sabor, enquanto os componentes crocantes trazem contraste de textura sem depender da fritura. O objetivo é que a vontade de comer seja o primeiro motivo da escolha, com o cuidado no preparo presente em cada receita.
A inspiração vem do conceito farm to table, que orientou a criação do Salu: trabalhar com insumos frescos e concentrar os preparos na própria cozinha. Mais do que um discurso sobre alimentação saudável, a marca procura traduzir essa ideia em decisões sobre ingredientes, temperos e formas de cozinhar.
Comer melhor, sem transformar a refeição em restrição
“Eat better, not less” resume a maneira como o Salu quer tratar a alimentação. Em vez de associar o saudável à privação ou à aparência física, a marca coloca o foco em refeições que alimentem e deem prazer.
Esse pensamento também guia seus próximos passos. Ampliar a presença para além do almoço significa atender a necessidades diferentes ao longo do dia, incluindo uma pausa para o lanche, uma refeição levada para casa ou comida para compartilhar em uma reunião. São frentes que o Salu pretende desenvolver à medida que expande sua operação.
Salu em Casa: um salad bar para compartilhar
Um dos próximos lançamentos é o Salu em Casa, uma linha de kits para montar um salad bar e compartilhar à mesa. Disponíveis para quatro ou seis pessoas, os kits reunirão bases, complementos, molhos e porções de proteína à escolha, com todos os componentes servidos separadamente.
Pensado para almoços em família e encontros com amigos, o formato permite que cada pessoa monte seu próprio bowl, escolhendo os ingredientes e as quantidades que preferir.
Da rotina de escritório à criação do Salu
A ideia surgiu de uma dificuldade que Sarah Hatia conhecia de perto: encontrar comida saudável, gostosa e rápida durante o expediente. Formada em Administração pela FGV, ela trabalhou em Relações com Investidores no Grupo Pão de Açúcar e teve contato com o modelo fast casual durante um intercâmbio em Nova York.
Sarah criou o Salu sem sócios, com a intenção de aproximar a agilidade desse formato de uma cozinha baseada em ingredientes frescos. A primeira unidade abriu um mês antes da pandemia, o que exigiu desenvolver a operação física e os canais digitais logo no início do negócio.
Agora, os planos de expansão envolvem também o trabalho por trás de cada refeição. Estruturar processos e treinar as equipes são prioridades para preservar a qualidade dos ingredientes, o preparo e o atendimento conforme o Salu cresce. A intenção é que o cliente encontre o mesmo cuidado ao comer em uma unidade, pedir no trabalho ou levar uma refeição para casa.