10 botecos para ir em São Paulo
Entre balcões disputados, receitas que atravessam gerações e uma informalidade direta, estes botecos que ajudam a contar a história gastronômica de São Paulo, cada um à sua maneira.
19 de jan. de 2026
São Paulo construiu parte importante de sua cultura gastronômica nos botecos. Espalhados por diferentes bairros, esses endereços funcionam como pontos de encontro cotidianos, onde o cardápio é direto, os pedidos se repetem e a experiência se define mais pela constância do que pela novidade. Esta seleção reúne botecos que seguem relevantes no dia a dia da cidade.

Sarjeta
Representa a face mais boêmia da cidade. Barulhento, disputado e com clima de fim de noite que começa cedo, a casa aposta em petiscos e porções pensadas para acompanhar longas conversas. Caipirinhas, cervejas e pratos para compartilhar sustentam uma clientela que vê no Sarjeta menos um restaurante e mais um ponto de encontro.
Bar da Dona Onça
Sob o comando de uma cozinha que valoriza receitas brasileiras, o boteco elevou pratos populares a um patamar de reconhecimento internacional. O bife à milanesa, o arroz com feijão e as preparações de inspiração regional figuram entre os mais pedidos. A casa integra o Guia Michelin e aparece com frequência em listas de destaque, sem perder o espírito acessível que define o boteco paulistano.
De Primeira
Por trás do endereço está o casal de chefs Júlia Tricate e Gabriel Coelho. O cardápio combina clássicos boêmios e receitas com um pouco mais de elaboração, com destaque para itens que viraram assinatura da casa, como as ostras e os petiscos pensados para acompanhar cerveja e drinques.
Bar do Luiz Fernandes
Frequentado por gerações, o bar mantém no cardápio pratos como rabada, língua e outras receitas que hoje são cada vez mais raras. O chope bem gelado e o clima familiar transformaram o endereço em referência para quem busca a São Paulo de outras décadas, ainda plenamente viva.
Nobar
O cardápio traz petiscos autorais, drinks bem construídos e uma leitura atual do boteco, atraindo um público mais jovem. Ainda assim, o espírito segue o mesmo: comida descomplicada, mesas cheias e encontros que se estendem pela noite.
Moela
No Moela, a proposta é clara e direta. O cardápio se apoia em receitas populares e preparações de longa cocção, com a moela como principal pedido da casa, ao lado de outros pratos clássicos de boteco que sustentam a identidade do endereço.
Veloso
Quando lotam as disputadíssimas quatorze mesas do Veloso Bar, fica claro por que o endereço se mantém como um dos botecos mais disputados de São Paulo. Pequeno, concorrido e sem reservas, o Veloso construiu sua reputação apoiado em um cardápio certeiro. As coxinhas, frequentemente citadas entre as melhores da cidade, são o pedido quase obrigatório, acompanhadas pelas caipirinhas autorais, que figuram entre as mais pedidas da casa.
Bar do Giba
No Bar do Giba, a experiência segue praticamente imutável ao longo dos anos. O ambiente simples, o atendimento direto e a cerveja invariavelmente gelada criaram um público fiel. O sanduíche de pernil, servido com generosidade, e as porções clássicas, especialmente a linguiça e o torresmo, são os pedidos mais recorrentes.
Tantin
Comandado pelo chef Marco Aurélio Sena, traduz a botecagem com alma de restaurante: a coxinha de frango caipira premiada como melhor petisco da cidade é a estrela obrigatória, servida com recheio suculento e crosta sequinha, enquanto cervejas em garrafa, caipirinhas e batidas de frutas como caju e maracujá acompanham a roda de resenha. Outras opções saborosas, como o arroz Maria Izabel, com carne de sol e queijo coalho, mostram que a casa vai além do petisco tradicional.
Bar do Juarez
Fecha a seleção como um endereço consolidado em São Paulo. Carnes grelhadas dominam o cardápio, com fraldinha e picanha entre os pedidos mais frequentes, além do chope, que mantém a casa cheia ao longo da semana e atrai um público recorrente.