O Carnaval como estratégia de comunicação e conexão entre pessoas
Por Ju Ferraz
Como a experiência acumulada no Carnaval contribuiu para a construção de uma leitura estratégica sobre marcas, pessoas e experiências no maior espetáculo popular do país.
6 de fev. de 2026

Ao longo das últimas décadas, o Carnaval brasileiro deixou de ser apenas uma manifestação cultural para se consolidar como uma das mais potentes plataformas de comunicação, relacionamento e geração de valor do país. Poucos espaços traduzem esse movimento de forma tão clara quanto o Camarote Nº1, um dos projetos mais longevos e estratégicos da Marquês de Sapucaí.
Com quase 30 anos de atuação direta na festa, Juliana Ferraz, nascida em Salvador, iniciou sua trajetória profissional aos 17 anos, construindo um percurso que atravessa o Carnaval, grupos de comunicação e o universo do live marketing. Ao longo desse caminho, desenvolveu uma leitura da festa como plataforma estratégica para a economia, o turismo e os negócios, especialmente na Bahia. Mais adiante, fez a transição para a Holding Clube, grupo responsável pela criação do Camarote Nº1, antigo Camarote Brahma.
Hoje, é uma das principais responsáveis pela captação e gestão de patrocínios e marcas, além da condução das estratégias de relações públicas, influência digital e construção de comunidades. Para ela, o Carnaval opera como um instrumento de soft power para a economia brasileira, capaz de articular turismo, cultura, marcas e pessoas em uma mesma narrativa.
Fundado há 35 anos, o Camarote Nº1 ajudou a redefinir o papel dos camarotes no Carnaval carioca. Mais do que um espaço de hospitalidade, tornou-se uma plataforma onde marcas constroem visibilidade, relacionamento e pertencimento, pilares centrais para dialogar com públicos altamente envolvidos e atentos à experiência.
“O Carnaval é uma grande estratégia de comunicação. Ele fala sobre conexão, diversão, fidelização de comunidade e, principalmente, sobre visibilidade que gera novos negócios”, resume Juliana. “Nosso olhar é sempre muito cuidadoso para criar momentos que fiquem na memória. As ativações partem das tendências de consumo, mas evitam formatos engessados, abrindo espaço para conexões mais genuínas entre marcas e pessoas.”
A edição de 2026 marca um novo capítulo na história do Camarote Nº1. Com expectativa de crescimento de 25% nos negócios, o projeto chega com novidades estruturais, societárias e criativas.
Entre os principais movimentos está a chegada de Sabrina Sato e Karina Sato. As irmãs passam a integrar o time formado por Juliana Ferraz, Marcio Esher, Antônio Oliva e Flávio Sarahyba. Além de sócia, Sabrina também mantém o posto de Rainha do Nº1, ampliando a conexão simbólica do projeto com a cultura do Carnaval.
O conceito criativo deste ano, “Made in Brasil com S”, propõe uma leitura contemporânea da brasilidade. A ideia nasce a partir do crescimento do chamado Brasilcore, tendência que ganhou força no cenário internacional e passou a valorizar referências culturais, estéticas e simbólicas genuinamente brasileiras.
“O Carnaval é o maior palco do Brasil. Faz sentido que ele seja também um espaço de exaltação das nossas origens, da nossa cultura e da nossa criatividade”, aponta Juliana.
Entre os patrocinadores da edição estão Havaianas, que estreia no Camarote em conexão com Sabrina Sato, embaixadora da marca; Brahma, como cerveja oficial; Colcci, responsável pelas camisetas exclusivas do evento; Pernod Ricard, com rótulos como Beefeater, Absolut e Chivas; e La Roche e Dove Hair, à frente dos salões de beleza do meeting point e do camarote. O pool de marcas inclui ainda Red Bull, Ballena, Salton e Vanish.
A expansão do Camarote Nº1 reflete um movimento contínuo de amadurecimento do projeto, alinhado à visão de Ju Ferraz sobre o papel do Carnaval como uma plataforma estratégica de comunicação e relacionamento. Ao integrar entretenimento, conforto e curadoria cultural, o Nº1 se posiciona como um espaço onde experiência, marca e encontro caminham juntos, em sintonia com a dinâmica do Rio de Janeiro. Mais do que acompanhar a festa, o camarote contribui para moldar o Carnaval como um território legítimo de conexão, visibilidade e construção de comunidade.